Brigas – O que nunca te contaram sobre elas

Quase ninguém analisa de verdade as brigas de casal. Podemos dividir as pessoas em dois grupos desse quesito: os que nunca se lembram das últimas brigas e os que sempre lembram da última briga.

Os que nunca se lembram pensam que são desprendidos, desencanados, que basta um momento de explosão e está tudo bem, bola pra frente. Grande mentira! O motivo está lá, aguardando um novo impasse para se manifestar.

Também existem os ressentidos de carteirinha que guardam cada palavra, atitude e gesto como um arsenal psicológico para jogar na cara do outro quando uma nova briga surgir.

Depois de uma briga o casal costuma querer resolver tudo rapidamente sem pensar profundamente sobre o que realmente aconteceu. Depois de um pouco de bico, cara feia e silêncio mortal eles se cutucam, fazem brincadeirinhas, mandam torpedos carinhosos e o ciclo recomeça. Tudo debaixo do tapete até que um dia chegam à triste constatação: Não dá mais.

Então começa aquela autópsia do relacionamento e uma chuva de acusações. As mulheres – boas detalhistas – tem cada nota promisória emocional guardada no bolso. Conseguem elencar cada pisada na bola daquele que um dia foi o amor de sua vida. Raramente alguém chega numa resposta satisfatória. Passado um tempo (ou nem isso) já estão num novo relacionamento e os mesmos enganos se repetem sem fim. O buraco é realmente mais embaixo, e vou dizer qual é.

Nunca paramos para refletir que tipo de expectativas temos quando entramos num relacionamento amoroso. Os simplistas dirão que é amor, companheirismo e uma jornada de vida a dois. Coisa linda de ver, mas na prática somos bem mais malucos. Posso dividir as necessidades amorosas em 4 tópicos: as importantes (razoáveis), as negociáveis, as “sem noção” e as impossíveis.

As necessidades importantes são aquelas coisas significativas que sentimos que é importante: amor, parceria, lealdade e etc.

As necessidades negociáveis são aquelas que cumprem os nossos gostos como tipo de comida favorita, estilo musical, lugar que gosta de frequentar, se vai passear na montanha ou na praia. São aspectos que podemos barganhar no relacionamento, as pessoas mais flexíveis e maduras conseguem ceder e revezar, já as mais infantis se apegam para mostrar quem manda. Olhando de perto não são essenciais para o andamento da história toda.

As necessidades “sem noção” são aquelas que se a pessoa pensar um pouco terá vergonha de ter desejado aquilo. “Queria que ele me entendesse sem que eu dissesse nada“. Minha querida, telepatia está fora de moda, ops, sempre esteve. Alguns ainda podem argumentar “quem ama conhece!“, outra demanda sem sentido, ninguém precisa fazer adivinhação do que se passa na cabeça do outro para amar ou apreciar. Será que a pessoa realmente quer se tornar previsível com precisão de um Sherlock Holmes? O amor não é elementar, meu caro Watson.

Imagine se esses desejos se realizassem, seria bem estranho.

Queria que sempre me desse atenção“, imagine ele olhando para sua cara 24 horas por dia.

Queria que ele sempre estivesse do meu lado“, pensa nele te seguindo inclusive no banheiro ao doce som do seu estrondo intestinal.

Que me desse carinho constantemente“, seria realmente gostoso se ele te alisasse sem parar?

Queria que nunca brigássemos“, senta você e ele num zafu e meditem pela eternidade, Dalai Lama…

Ou seja, para saber se a demanda é irracional é simples: tente concretizar a fantasia.

As necessidades impossíveis, por incrível que pareça, são as mais comuns e que sequer detectamos. Estão na base de grande parte das desarmonias, frustrações e desentendimentos de casal (e na vida). Vamos às catástrofes:

Queria que todos me amassem como eu sou“. Como definir o que você é, sendo você mutante? O que é o amor de fato? É possível que os outros amem inclusive o fato de que você age de modo egoísta e cruel nos seus piores dias?

Queria que as pessoas me entendessem“. Você conseguiria escrever um manual completo de procedimentos  a seu respeito? Negativo, os outros também não.

Queria que todos reconhecessem aquilo que faço“. Você queria um reality show de você e com aplausos de programa de humor a cada movimento? Queria receber um Oscar, Prêmio Nobel da Paz, medalha da Cruz Vermelha por atitudes cotidianas (que ninguém testemunha)?

Queria não ser rejeitado“. Tá, nem preciso explicar esse, afinal você deve ser tão interessante que é impossível resistir ao seu sorriso.

Pois é, pessoal. Acho que ficou bem claro que devemos ter nossos limites.

Fonte: CASAL SEM VERGONHA
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