Aventura – Parte 1

Eu precisava de uma aventura. Ficar dentro de casa, estava me cansando. As mesmas coisas passando na TV, as mesmas comidas dentro da geladeira, o meu mesmo humor de sempre. E então, naquele dia eu decidi sair de casa um pouco. Respirar um ar fresco, procurar algo para me ocupar, beber um pouco, dançar um pouco. Me aventurar.

Me arrumei do jeito em que eu mais me sentia bem. Eu não me importava se aquela roupa estava adequada para a hora do dia, ou se estava combinando com o meu penteado ou com a minhamaquiagem pesada. Eu não me importava com mais nada. Naquele dia, eu pensei só em mim mesma. Iria me aventurar.

Caminhei pela cidade me sentindo livre. Ignorando todos os assobios e as buzinas para mim. Quer dizer, eu não sabia se eram pra mim, mas eu preferi achar que eram. Parei em frente à vitrines, experimentei roupasestilosas, fiz compras. E voltei à minha caminhada sem rumo, agora com fones nos ouvidos, ouvindo no último volume Lady Gaga e Ke$ha. No embalo das músicas, me aventurando.

Virando a esquina daquela comprida rua cheia de lojas e restaurantes, algo me chamou atenção. Alguém, na verdade. Empurrando uma bicicleta, com um olhar distante sobre a rua, passando a mão no cabelo às vezes. Ele era lindo. Usava roupas tão despojadas quanto às minhas, um cabelo cheio de gel, e um andar encantador. Ele era perfeito. Não sei se foi por instinto ou loucura, mas eu decidi falar com ele. Nunca ninguém tinha me chamado tanta atenção assim, talvez aquele era um sinal. Eu precisava concluir a aventura que eu queria.

Me aproximei dele com a desculpa de perguntar as horas. Ele respondeu com um voz rouca super sexy. Eu elogiei suas roupas. Ele ficou sem graça. Perguntei aonde ele estava indo com a bicicleta. Ele disse que estava sem rumo. “Nossa, eu também!” eu disse de um jeito descontraído. Ele perguntou se podia me fazer companhia. Sinal de que estava na minha também. Começamos a andar juntos. Ele me elogia agora. Disse que gostou do meu cabelo. Disse que eu era bonita. Conversamos por uns trinta minutos, até que ele sorrindo me convidou para sair com ele naquela noite. Eu disse subitamente um ”Mal posso esperar.” E novamente, com o instinto e a loucura, parei e me aproximei dele. Ele tinha um perfume delicioso e uns olhos sedutores. A cada segundo eu tinha mais certeza de que ele estava na minha. E então sem pensar, encostei meus lábios nos dele. E o beijei. Eu não me importava com mais nada. O beijei antes mesmo de perguntar seu nome, antes mesmo de saber quem era ele ou da onde vinha. Beijei. Um beijo de tirar o fôlego. Eu não me importava se seria apenas um amor passageiro, ou se tampouco fosse amor. Não me importava se era mais paixão, desejo ou loucura. O que importava era que nós dois queríamos. E ele foi retribuindo o beijo com tamanho entusiasmo. Perdi minha mente. Perdi a razão. O beijei. Tive um novo amor. Me aventurei.

Fonte SONHOS-DE-CABECEIRA
Créditos ao INTERNATIONAL OBSESSION
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